terça-feira, 4 de maio de 2010

Diretor do Hospital Regional de Cajazeiras diz, “já não vemos mais tantos vereadores, prefeitos e deputados circulando nos corredores nem furando filas no (HRC)”


CIDADES: 04/05/2010 - O diretor geral do Hospital Hegional de Cajazeiras Dr. Antônio Fernandes, esteve prestando entrevista na manhã de ontem, segunda (3), à Rádio Oeste da Paraíba no program apresentado pelos radialistas Petson Santos e Joselito Feitosa.

Dr. Antônio afirmou que a rotina do hospital mudou em aspectos importantes com a gestão tripartite que completa um ano e um mês.

Ele citou como principal mudança a nova concepção, hoje, sendo um hospital escola com alunos de vários cursos de forma organizada dentro daquela Casa de saúde, o que agiliza e dinamiza o serviço, fluindo de melhor forma para população e caminhando para se transformar num hospital de ensino propriamente dito, visto á nível de Ministério da Educação e Ministério da Saúde. 

Segundo o diretor esses ministérios estarão visitando o hospital no mês de junho, do ano em curso para certificá-lo como de ensino o que triplicará a verba do SUS. O pagamento de bolsas de preceptores e tutores por parte da Secretaria de Saúde do Estado, para médicos que queiram que os alunos de medicina os acompanhem nas suas consultas e procedimentos cirúrgicos o que facilitará a vinda de novos médicos para o hospital de Cajazeiras. 

É um outro ponto de mudança colocado pelo diretor, ele ressalta a conquista obtida semana passada de um cirurgião na área de otorrinolaringologia que fará cirurgias nessa área e também um cirurgião plástico para fazer cirurgias reparadoras.

Antônio Fernandes explicou que a gestão tripartite (Estado, município e universidade), foi formada com duas missões essências, afastar definitivamente a política de dentro do hospital e transformá-lo em um hospital universitário, tarefas que o diretor chama de árduas, não impossíveis, mas dificultosas, o hospital continua sendo custeado pelo Estado, com recursos federais e dos quinze municípios que fazem parte da 9ª regional de saúde.

Sobre a política dentro do hospital regional, o diretor ressaltou que é muito difícil em um ano mudar essa concepção que já existia á várias décadas naquela casa de saúde, mas que uma diminuição acentuada já pode ser percebida e que já não se observa mais vereadores, deputados e prefeitos circulando dentro do hospital tentando furar filas e beneficiar correligionários, embora reconheça que fatos isolados ainda acontecem.

Perguntado sobre a declaração do pré-candidato Ricardo Coutinho de tirar o comando do hospital da universidade quando da sua participação no fórum de desenvolvimento promovido pelo MAC (Movimento dos Amigos de Cajazeiras), Antônio Fernandes foi categórico “ele não foi muito claro que iria tirar o comando do hospital da universidade, ele disse que permitiria o controle social que é o que a universidade faz hoje no hospital, mas ficou confuso e é preocupante se ele tiver esse entendimento, é lamentável quem vai perder com isso é a população de Cajazeiras”.

Quanto à hemodiálise o diretor do Hospital Regional de Cajazeiras Dr. Antônio Fernandes disse está próximo de essa realidade acontecer já que toda infra-estrutura, climatização e máquinas  estão prontas restando apenas  a certificação de controle de qualidade da água o que acontecerá até próxima sexta-feira (07), quando o governador José Maranhão estará em Cajazeiras para fazer a inauguração.

Antônio Fernandes também comentou sobre a importância de ser implantado uma unidade do IML (Instituto Médico Legal) em Cajazeiras, “pois é muito complicado sempre que ocorre um óbito fora do Hospital Regional onde o médico plantonista é forçado a dar um laudo de verificação de óbito, coisa que ele não é obrigado a fazer, pois não é habilitado para isso, e nada mais justo do que termos um IML ou serviço de verificação de óbito em Cajazeiras”, finalizou.


Da redação com Eutim Rodrigues