.

.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Operação Andaime: 4ª Fase alcançará 80 municípios da Paraíba

Próxima fase da Operação Andaime tem tirado o sono de muitos gestores no Sertão paraibano.

A 4ª Fase da “Operação Andaime”, criada para desarticular empresas fantasmas que fraudavam licitações em prefeituras municipais, pode alcançar 80 municípios paraibanos. Logo mais às 10hs00, desta sexta-feira (26), o procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Bertrand de Araújo Asfora, concede entrevista à imprensa e anuncia data de realização da operação, cujo trabalho é realizado em parceria com a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União, Gaeco e a Polícia Militar.

Bertrand Asfora compara a Operação Andaime a Operação Laja Jato, que descobriu esquema de corrupção na Petrobras. “A Operação Andaime é a Laja Jato da Paraíba”, disse sem querer adiantar se vai haver mais prisões. O procurador-geral de Justiça do MP detalhar as ações desenvolvidas na terceira fase da ‘Operação Andaime’, deflagrada no dia 18 de fevereiro quando seis pessoas foram presas, entre as quais a prefeita de Monte Horebe, Cláudia Dias e seu esposo, o Secretário de Obras - Fábio Barreto Vieira. Também foram cumpridos cinco conduções coercitivas e 27 mandados de busca e apreensão nos municípios paraibanos de Cajazeiras, Monte Horebe, Bonito de Santa Fé e Uiraúna.

Na terceira fase da Andaime, foi comprovada a existência de uma organização criminosa do colarinho branco levada a cabo por Francisco Justino do Nascimento, vulgo “Deusimar”, sua esposa, Elaine da Silva Alexandre, vulgo “Laninha”, e seus demais familiares, com o objetivo de fraudar licitações públicas em diversos municípios da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, mascarar desvios de recursos públicos em favor próprio e de terceiros, lavar o dinheiro público desviado e fraudar os fiscos federal e estadual, tudo através das empresas “fantasmas” Servcon Construções Comércio e Serviços Ltda. – EPP, nome fantasia “Construtora Servcon” (CNPJ 10.997.953/0001-20), e Tec Nova – Construção Civil Ltda. – ME (CNPJ 14.958.510/0001-80).

Segundo as investigações, os núcleos criminosos instalados nos municípios contratavam os serviços de Francisco Justino do Nascimento, que através de suas empresas “fantasmas” participava das licitações e fornecia toda a documentação legal para dar esteio à despesa pública, sendo Francisco Justino remunerado por esse serviço em valor variável entre 2% a 8% do valor da nota fiscal.

No Município de Monte Horebe, por exemplo, havia os seguintes operadores: Eloízio Dias Guarita, Mário Messias Filho, Francisco Antônio Fernandes de Sousa (Antônio Popó) e Francisco Moreira Gonçalves (Didi da Licitação). Para executarem diretamente os contratos dessas empresas, contaram com a efetiva participação de Fábio Barreto Ferreira e Erivaldo Jacó de Sousa, tendo como parâmetro temporal os mandatos de Erivan Dias Guarita e Cláudia Aparecida Dias. Cláudia passou a executar diretamente o contrato de coleta de resíduos sólidos, por meio das empresas Construtora Servcon (CNPJ 10.997.953/0001-20) e Lorena & Adria Construções, Comércio e Locações Ltda. – ME (CNPJ 15.407.975/0001-06), cedidas ilicitamente por Francisco Justino e por Francisco Antônio Fernandes de Sousa (Antônio Popó).



Assessoria