Maranhão (PMDB). Em entrevista dada à Rede Paraíba Sat, o parlamentar afirmou que falta apenas definir os espaços que serão cedidos ao PTB na administração estadual para formalizar a aliança. Armando encontrou-se com o governador ontem à noite durante a missa de 30º dia do advogado Vital do Rêgo, em Campina Grande, e concedeu uma rápida entrevista à imprensa. Na conversa, ele afirmou que o PTB "sobrou na curva" ao defender a candidatura de Ricardo Coutinho (PSB) ao Governo e reclamou da falta de diálogo com o prefeito de João Pessoa:
"Eu não digo traído. O PTB sobrou na curva. Acho melhor o termo sobrar na curva com uma velocidade pequena. Então, em função disso, o PTB está solto. Conversamos com Cícero, conversaremos com o governador... qual a grande surpresa? É que o companheiro Carlos Dunga mandou uma carta em caráter irreversível e o partido ficou solto", declarou.
Os repórteres quiseram saber o que ele pensava do retorno de Dunga ao grupo de Ricardo Coutinho, atendendo ao apelo do ex-governador Cássio Cunha Lima. Presente ao encontro das oposições, Dunga admitiu aceitar ser vice do socialista, caso recebesse o convite:
"Mas ele, para ser vice-governador precisa de uma legenda. E essa legenda é o PTB. O ex-governador Cássio Cunha Lima não é do PTB. É do PSDB. O partido não aceita que alguém de fora determine ou sugira qualquer posição partidária. Um partido que é o segundo maior tem condições de andar. Nossa maior qualificação é o diálogo, que falta ao prefeito de João Pessoa".
Ele disse que tem maioria na executiva estadual do partido e que Dunga teria o apoio de apenas dois membros, dos 13 que compõem a instância.
Finalmente, quando um repórter perguntou qual seria condição imprescindível para o PTB votar em Maranhão nas eleições de outubro, a resposta foi breve: "Participar do Governo".