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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Governo lança campanha contra cultura do estupro na próxima quarta-feira

“O material produzido por mulheres e para mulheres vira outdoors que serão espalhados pelas cidades"

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh), lança a partir da próxima quarta-feira (15) uma campanha publicitária contra a cultura do estupro com outdoors espalhados por várias cidades do Estado. A campanha pedagógica é resultado da ação “Não é não! Intervenção urbana contra cultura do estupro” promovida na quarta-feira (8), na praça Antenor Navarro, no Centro Histórico de João Pessoa, com apoio da Funesc, Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e gabinete da deputada Estela Bezerra.
Além dos outdoors, o painel produzido por mulheres com frases e arte criativa contra a cultura do estupro será instalado na Funesc, segundo a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares. Outros locais, como instituições públicas, hospitais e órgãos do governo, vão receber o painel simbólico para promover um debate contínuo sobre as formas de violência contra mulher e o enfrentamento do estupro.
“O material produzido por mulheres e para mulheres vira outdoors que serão espalhados pelas cidades. Porque enfrentar a cultura do estupro é papel do poder público. E para isso e por isso que devem existir Secretarias de Políticas para Mulheres que dialogam com as expressões dos movimentos feministas e de mulheres e apoiem mulheres vitimas de estupros. Com indignação, nos posicionamos firmemente contra a cultura de estupro vigente no país que naturaliza a violência sexual como prática aceitável no comportamento de homens que se apropriam do corpo e da sexualidade das mulheres, como se estas fossem objetos”, disse Gilberta Soares.
A cultura do estupro baseia-se no conjunto de crenças e valores que respaldam a violência contra as mulheres e encorajam as agressões sexuais masculinas. Nessa cultura, as mulheres vivem a ameaça constante de serem violentadas de diversas formas. “Afirmamos que o estupro é um crime hediondo e não pode ser tolerado e nem justificado sob hipótese alguma. Defendemos as investigações e celeridade na prisão dos criminosos e o atendimento qualificado, apoiando as vítimas e familiares”, disse. 
Assessoria