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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Governo leva ações de combate ao mosquito Aedes aegypti ao município do Conde

As ações de combate ao Aedes aegypti promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), na última sexta-feira (8), ocorreram no município do Conde, com a participação do Corpo de Bombeiros e dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) daquele município. Pela manhã e à tarde, foram realizadas visitas de casa em casa para identificar e exterminar criadouros e focos do mosquito, que transmite a dengue, chikungunya e zyka vírus. São 18 bombeiros e 21 ACEs envolvidos na atividade, na Comunidade Neves II. A mesma atividade ocorreu em Alhandra, nesta quinta-feira (08) e, desde segunda-feira (04), acontece, de forma simultânea, em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux, com homens do Exército brasileiro.
As atividades fazem parte do Plano do Governo do Estado, lançado em dezembro de 2015, que prevê diversas atividades de combate ao vetor e também da meta estipulada pelo Ministério da Saúde de visitar todas as casas até o dia 31 de janeiro. “Esperamos que os moradores absorvam todas as informações recebidas nesta ação e repassem para os familiares, vizinhos, colegas de trabalho, enfim, a todos do seu convívio, e, desta forma, as barreiras de proteção contra o mosquito serão fortalecidas”, disse o coordenador da Vigilância Ambiental, da 1ª Gerência Regional de Saúde, da SES, Daniel Oliveira.
“Esta parceria com o Governo do Estado é muito boa porque vem ajudar os municípios nesta luta constante de combate ao mosquito. A presença dos bombeiros é muito importante porque causa impacto e, dessa forma, chama mais a atenção das pessoas, pois cada um tem que perceber que a responsabilidade é de todos”, comentou a coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Conde, Guiomar Medeiros.

A agente Natalice Máximo e o soldado Stone formaram a dupla que visitou a casa onde mora Renata dos Santos, o marido e dois filhos, no Conde. Lá, encontraram as garrafas de cabeça pra baixo no quintal, que também estava limpo e o lixo bem acondicionado. “Mesmo com todos estes cuidados que tenho, peguei zyka. Só acho que é porque nem todo mundo faz a sua parte e o mosquito continua por aí. Eu vou continuar fazendo a minha obrigação e conversando com as outras pessoas para fazerem o mesmo”, observou.

Na casa vizinha a de Renata, mora Socorro Santos. No quintal dela, havia vários depósitos com água. Ela explicou que, como no Conde há racionamento de água, não pode ser jogada fora. O técnico da 1ª GRS, Antonio Medeiros, explicou pra ela que, quando a água for retirada, antes de colocar a próxima, os depósitos devem ser bem lavados, com bucha e sabão, para retirar toda a crosta que fica nas bordas, eliminando os prováveis ovos que, em contato com a água, eclodem e se transformam em mosquito.

A vizinha dela, a funcionária pública, Rossana Kelly, contou que teve zyka, há quatro meses. “É muito ruim. Doem os ossos e a cabeça, tive febre, fiquei cheia de mancha pelo corpo e até meus olhos ficaram vermelhos. Nunca mais quero passar por aquilo e faço de tudo para fazer minha parte nesta luta e envolver minha família”, disse. O filho, Pedro Ryan, de nove anos, é um exemplo disso. Quando a equipe chegou à casa da família, ele estava ajudando a mãe a cobrir um tambor de água.

“Eu sempre ajudo a minha mãe a lavar a caixa d’água e os tonéis; boto as garrafas de cabeça pra baixo e sempre falo como os meus colegas para ajudarem também em casa. Toda hora escuto falar neste mosquito, na escola, na TV e dentro de casa e vi o sofrimento de minha mãe quando ficou doente. Por isso, acho que é muito importante deixar tudo limpo”, falou.

Secom