A secretária executiva de saúde da Paraíba, Maura Sobreira, explica que trata-se de um momento extremamente importante para o Estado, de unir esses tipos diferentes de gestores para estabelecer pactuações, definindo diretrizes para que de fato o usuário tenha um caminhar mais seguro na rede. Elogiou a 6ª Gerência de Saúde por ter um trabalho importante na articulação para que a rede seja cada vez mais qualificada.
Maura fez uma análise sobre a rede de obstetrícia da 3ª Macro, considerando desnecessários muitos encaminhamentos para a Maternidade de Patos que poderiam ser realizados nas maternidades de origem. “Temos trabalhado para que cada região de saúde possa potencializar sua oferta e aqui em Patos seja referência de fato em alta complexidade, pois assim poderemos organizar melhor os serviços, qualificar melhor a Maternidade e investir os recursos devidamente”, enfatizou.
Durante o encontro ela apresentou estudo que demonstra, com exatidão, a quantidade de encaminhamentos desnecessários, quanto custa para o serviço, estudo que mostra também o grande número de usuários vindos de outros estados para nossa região. “A busca pelos serviços da Peregrino Filho por usuários de outros estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte é reflexo da melhoria, da qualidade da existência da Maternidade de Patos. Nossa intenção é organizar melhor essa rede para que cada serviço realmente possa executar utilizando o recurso destinado, e caso não seja utilizado, o recurso seja remanejado para quem realmente executa. Esse dinheiro não pode ficar locado num município errado pra que o usuário possa ser atendido”, comentou Maura
Na rede de ortotraumatologia, tocante à urgência e emergência, a secretária executiva também identificou uma sobrecarga no Hospital Regional de Patos Dep. Janduhy Carneiro, diante o grande número de encaminhamentos desnecessários de algumas situações, principalmente onde o tratamento é conservador, não é cirúrgico, ortopedia clínico, que poderia ser feito nos outros hospitais da região.
Na sexta-feira os gestores hospitalares discutiram com a equipe da Gerência Operacional do Estado protocolos, estabelecendo as referências, para que se possa potencializar em Patos o perfil do ortotrauma, numa complexidade mais elevada, e por outro lado os serviços mais conservadores, como estabilização, imobilização sem necessidade de vir para Patos.
Na quinta-feira (03) o encontro da Gerência Operacional no auditório da 6ª GRS foi com o pessoal da atenção básica, com o PSF sendo a porta de entrada do SUS e início da organização da assistência materno infantil, desde o planejamento familiar pela mulher, pré-natal até à maternidade.
O debate foi bastante participativo, com os municípios trazendo para o encontro inúmeras dúvidas esclarecidas pelos técnicos da Secretaria Estadual. Fátima Morais, coordenadora estadual da Saúde da Mulher, comentou que a assistência materno-infantil na Macro patos está bastante fragilizada, sendo preciso potencializar mais a Maternidade Peregrino Filho, para que as munícipes da região possam ter seus bebês sem precisar se deslocar para outros centros como Campina Grande ou João Pessoa.
O gerente da 6ª Regional de Saúde, José Leudo Farias, agradeceu a presença dos municípios, dos gestores hospitalares e equipe de governo para que juntos pudessem discutir temas tão importantes que venham favorecer a melhoria da assistência ao usuário do SUS.
Assessoria