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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Polícia encontra sete corpos enterrados em casa de pintor

A polícia encontrou mais um corpo na casa do pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira, de 41 anos, dentro de uma casa em um beco da Favela Alba, no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Outros seis corpos já haviam sido encontrados no imóvel. O pintor é suspeito de ter assassinado as sete vítimas. As buscas no local continuam nesta terça-feira, 29, com uma equipe do Corpo de Bombeiros, que conta com dois cachorros, um treinado para encontrar e salvar vítimas e outro para localizar corpos. A polícia suspeita que pode haver novas vítimas. Pela manhã, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Moraes, havia falado em oito corpos, o que não foi confirmado pela polícia.
Além dos corpos, foram encontrados ossos humanos no imóvel na segunda-feira, 28: um fêmur, uma tíbia e um ílio. Já haviam sido localizados na casa dois crânios, pele humana e roupas de criança. Também foi apreendido um fogão ensanguentado, mas não há indícios, segundo a polícia, de canibalismo.
A Polícia Civil apura se Oliveira está envolvido no desaparecimento de pelo menos outras cinco pessoas na região. De acordo com os investigadores, uma das vítimas que foi encontrada no local já foi identificada e estava desaparecida desde 1º de janeiro. Por isso, a polícia acredita que o número de vítimas possa ser ainda maior.
O pintor já tinha antecedentes criminais e chegou a ficar preso durante 20 anos por duas condenações por homicídio. Segundo moradores da região, Oliveira aparentava ser uma pessoa “normal e tranquila”.
Monstro. Para os vizinhos, Oliveira é o “Monstro da Alba”. “Ele é um monstro”, repetia a aposentada Ednéia Gonçalves, de 64 anos, às crianças que rodeavam ontem a casa do acusado. A família do acusado teve de fugir do local por ameaça de represália dos moradores.
Os pais do pintor estiveram no 35.º Distrito Policial (Jabaquara) na tarde de segunda-feira. De acordo com a polícia, eles disseram que o filho não morava com eles e que eles nunca iam à casa dele. Eles ainda disseram que não desconfiavam do comportamento do filho. Em nota, a polícia informou que o acusado teve a prisão temporária decretada por dez dias e, depois, pedirá sua prisão preventiva.
Estadão