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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nasce em Cajazeiras primeiro bebê com microcefalia na Maternidade Dr. Deodato Cartaxo


A nossa reportagem foi informada na última quarta-feira (16/12), sobre o primeiro caso de um bebê  do sexo masculino que nasceu na Maternidade Dr. Deodato Cartaxo – em Cajazeiras, terça (15) com suspeita de microcefalia, porém, naquele momento não era sabido se a mãe da criança era proveniente de outra cidade, ou residente na Terra do Padre Rolim. Após informações obtidas pela direção da referida maternidade, a genitora é da cidade cearense de Ipaumirim e, o bebê nasceu com circunferência craniana de 29cm, quando o normal seria 32cm. Mãe e criança já retornaram ao estado de origem e serão encaminhados para observação em Fortaleza. 

Preocupante. Os casos de microcefalia – vem tirando o sono das autoridades na área da saúde em todo o país.

No Brasil já se contabiliza entre 800 casos de microcefalia em 160 cidades, espalhados por nove estados. Os dados, divulgados na última semana pelo Ministério da Saúde, mostram um aumento vertiginoso em relação à quantidade de casos notificados semana passada, quando as ocorrências totalizavam 399.
A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, influenciando o seu desenvolvimento mental.

Geralmente, a microcefalia está presente quando o tamanho da cabeça de uma criança com um ano e três meses é menor que 42 centímetros. Isto ocorre porque os ossos da cabeça, que ao nascimento estão separados, se unem muito cedo, impedindo que o cérebro cresça normalmente.

A microcefalia é uma doença grave, que não tem cura, e a criança que a possui pode precisar de cuidados por toda a vida, sendo dependente para comer, se mover e fazer suas necessidades, dependendo da gravidade da microcefalia que possui e se ela possui outras síndromes além da microcefalia.


Consequências da microcefalia:

As crianças com microcefalia podem ter graves consequências como:
Atraso mental;
Déficit intelectual;
Paralisia;
Convulsões;
Epilepsia;
Autismo;
Rigidez dos músculos.

Apesar de não haver tratamento específico para a microcefalia, podem ser tomadas algumas medidas para reduzir os sintomas da doença. Normalmente a criança precisa de fisioterapia por toda a vida para se desenvolver melhor, prevenindo complicações respiratórias e até mesmo úlceras que podem surgir por ficarem muito tempo acamadas ou numa cadeira de rodas.
Todas estas alterações podem acontecer porque o cérebro precisa de espaço para que possa atingir o seu desenvolvimento máximo, mas como o crânio não permite o crescimento do cérebro, suas funções ficam comprometidas, afetando todo o corpo.

A microcefalia pode ser classificada como sendo primária quando os ossos do crânio se fecham durante a gestação, até os 7 meses de gravidez, o que ocasiona mais complicações durante a vida, ou secundária, quando os ossos se fecham na fase final da gravidez ou após o nascimento do bebê.



Da redação

Com Dra. Beatriz Beltrame