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segunda-feira, 7 de março de 2016

Justiça pode determinar novo bloqueio do Whatsapp em 2016

O Whatsapp pode sofrer novo bloqueio em 2016. O delegado Fabiano Barbeiro, que solicitou o bloqueio do WhatsApp no Brasil no fim de 2015, diz que pode pedir novamente a suspensão do serviço. Em entrevista à Rádio Câmara, ele alega que o motivo seria a falta de cooperação do Whatsapp à numa investigação que envolve o grupo criminoso PCC, Primeiro Comando da Capital.

A polícia vem solicitando desde Julho do ano passado a quebra do sigilo do WhatsApp, para apreender informações sobre o caso. Por causa do descumprimento, o Whatsapp já sofreu noticiação e multa pelo descumprimento e em Dezembro passado teve o bloqueio do serviço por 48h no Brasil determinado pelo Ministério Público.

De acordo com a Rádio Câmara, um representante do WhatsApp disse que a falta de cooperação da empresa se deve ao fato de que as mensagens trocadas pelo aplicativo são criptografadas, e o WhatsApp não tem como fornecer as informações solicitadas aos investigadores.

Mas o delegado Fabiano Barbeiro acredita que a justificativa não é plausível. Isso não poderia ser possível, pois uma prova de que o Whatsapp possui dispositivos de armazenamento é que  quando um usuário recebe uma mensagem e não a abre, ela fica armazenada no sistema. Segundo Barbeiro, é “completamente improvável. O que eu acredito, sim, é que existem razões comerciais para que ela [o WhatsApp] mantenha essa resistência”. O delegado disse também que os representantes da empresa no Brasil também poderão ser responsabilizados criminalmente caso o WhatsApp não coopere.

O assunto foi debatido ontem, em uma audiência pública realizada pela CPI dos Crimes Digitais. Coincidentemente a mesma data em que Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, foi preso. Embora Dzodan já tenha sido solto, o Facebook também tem possibilidade de ser bloqueado se não cooperar.


A Apple também está passando por uma situação parecida nos Estados Unidos, quando o Departamento de Justiça ordenou que a empresa criasse uma maneira de burlar a segurança de seus iPhones para auxiliar em uma investigação, e a empresa se negou a cooperar.


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