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domingo, 5 de março de 2017

Ex-prefeito Léo Abreu emite nota explicando denuncia do MPF que envolve seu nome na Operação Andaime

O Ministério Público Federal, por ocasião da operação andaime, incluiu meu nome nas investigações que apuram um suposto esquema envolvendo crimes em licitações e obras, tanto em Cajazeiras, quanto na região. Na estrutura hierárquica desse grupo, segundo o colaborador Justino, estariam, no topo, o ex-prefeito Carlos Antônio (meu principal e maior adversário quando estava na política), seguido imediatamente do empresário Mário Messias (o candidato que concorreu contra mim nas eleições de 2008).

Só até aqui já dá pra compreender a total e irrestrita falta de lógica de eu participar de algum “esquema” junto aos meus inimigos políticos.

Duas situações, contudo, ligam-me indiretamente à investigação, e tem a ver com dois outros investigados, imediatamente inferiores à “cadeia hierárquica” da andaime. A primeira diz respeito ao engenheiro Márcio Braga. Funcionário concursado da prefeitura e que, à época, acompanhava convênios de execução de obras da prefeitura. Quando assumi em 2009, havia um convênio em andamento, desde a gestação anterior (de Carlos Antônio), entre município e o ministério das cidades. Fora encontrado (até onde tive conhecimento) uma minuta não assinada de um ofício, indicando um outro engenheiro investigado a participar de uma reunião na GIDUR (setor de obras da caixa em João Pessoa), representando a prefeitura. Ora, o senhor Márcio, segundo o MPF, era responsável por esse acompanhamento e fora diversas vezes à caixa. Não tinha eu, naquele momento, nenhuma razão de desconfiar da conduta desse cidadão. Como também não tenho, atualmente, nenhuma autoridade de juízo de valor para com o mesmo. Não há qualquer documento meu assinado.

A segunda diz respeito ao senhor Afrânio (empresário no ramo de construção). Este me procurou no início da gestão dizendo se responsável pela execução do referido convênio. Orientando me a procurar a caixa para verificar a regularidade da execução e dar continuidade. Fiz isso e fui informado na GIDUR de que estaria tudo certo. Era um convênio de alguns milhões de reais para pavimentação de diversas ruas. E o convênio seguiu. Não poderia deixar de dar continuidade a um convenio que beneficiaria a Cidade em umas das áreas mais carentes que é a pavimentação de ruas, já que tinha o aval dos órgãos conveniados, ou seja, a própria caixa econômica federal. Também aqui cabe a minha isenção em juízo de valor para com o Senhor Afrânio.

A obrigação da investigação por parte dos órgãos fiscalizadores é justo e necessário. Não me incomoda em absolutamente nada. Quanto à imprensa, ela deve ser livre e dar informações atualizadas sobre todos os fatos. O que não dá pra compreender e aceitar é a forma como é veiculada a notícia, emitindo opinião em matéria penal (COM DOSIMETRIA DA PENA E CONDENAÇÃO JUDICIAL). Já definindo prováveis e possíveis penas, em termos de anos e crimes. E ainda não havendo ação propriamente, apenas investigação. E se/quando houver RECEBIMENTO DA DENÚNCIA, é necessário o juiz notificar as partes para uma primeira argumentação e, só a partir daí, aceitar ou não. Há um trâmite processual que oportunizará provar a minha inocência.

Tudo que aqui narrei disse ao MPF. E será o que vou dizer em juízo se/ quando for chamado.

Não posso aceitar é a antecipação pública de informações que deveriam correr em segredo de justiça e expor pessoas da família que sofrem de problemas de saúde a preocupações e temores para comigo.

Estou tranquilo e à disposição da justiça.


Leonid Souza de Abreu