Sem citar nomes, Veneziano fez uma clara alfinetada ao defender que a Paraíba precisa de um gestor com autonomia e experiência, em contraponto ao que classificou como liderança sem independência política.
“Eu, enquanto eleitor, quero que o meu estado seja administrado por quem tem vivência, por quem sabe o que fazer. Quero ver o estado sendo conduzido por alguém que tenha decisão própria, que só se envergue à decisão popular. Eu não gostaria de ser administrado por quem não tem essa decisão própria, por quem estará sempre sendo conduzido por terceiros”, disparou.
A declaração foi interpretada como um recado direto ao grupo do governador Lucas Ribeiro (PP), possível adversário na disputa estadual, reforçando o clima de embate que começa a se desenhar na pré-campanha.
Na sequência, o senador tratou de destacar o nome do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), avaliando que ele chega fortalecido após o período de articulações políticas e o fim da janela partidária.
Segundo Veneziano, a capacidade de Cícero de reunir partidos e lideranças em torno de sua candidatura demonstra consistência e viabilidade eleitoral. “As próprias formações mostram isso. Cícero constrói uma aliança com MDB, PSD e outras legendas que ainda vão se somar, mostrando a capacidade de atrair em torno de um projeto viável, exequível, que não é uma invenção”, afirmou.
Para o senador, a experiência administrativa de Cícero e o conhecimento das demandas do estado colocam o emedebista em posição de destaque na disputa. “Se a Paraíba quer um gestor que sabe como fazer, sabe o que fazer e tem identificadas as necessidades do estado, esse nome é Cícero Lucena. Por isso, acredito que essa decisão não será tão difícil”, concluiu.
A fala de Veneziano reforça o tom mais duro adotado nos bastidores e sinaliza que a disputa pelo Governo da Paraíba deve ser marcada por confronto direto de narrativas entre os principais grupos políticos.
Com Inf. do Fonte 83
