Fábio Tyrone, ex-prefeito de Sousa (PB), vai concorrer a uma vaga de deputado federal pelo PSB, e permanência na legenda causa desconforto para políticos, entre eles à deputada Tabata Amaral
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), vice-presidente de comunicação do partido, por exemplo, recusou-se a apertar a mão de Tyrone recentemente, segundo apurou a Coluna do Estadão. Procurada, a parlamentar afirmou que “tomou conhecimento do caso e encaminhou a denúncia ao Conselho de Ética do PSB, solicitando a apuração rigorosa dos fatos e a adoção das medidas cabíveis”. Leia a nota completa no fim da matéria.
O PSB é presidido pelo ex-prefeito do Recife, João Campos, candidato a governador de Pernambuco. Procurado, ele não respondeu aos questionamentos da reportagem. Campos já esteve em pelo menos uma reunião recente ao lado de Tyrone, considerado o pré-candidato mais competitivo na Paraíba.
Tyrone confessou agressão em 2018
Fábio Tyrone, do PSB, foi condenado a 1 ano e 4 meses depois de confessar ter batido na namorada, em 2018. Como mostrou a Coluna, no mês passado, o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, reduziu a pena de Tyrone para 10 meses e 25 dias.
PSB tem 4 pré-candidatas mulheres na disputa com Tyrone
O PSB tem pelo menos quatro mulheres pré-candidatas a deputada no Estado. Uma delas é Lídia Moura, ex-secretária estadual de Mulheres da Paraíba.
Ela disse à Coluna que esteve em duas reuniões com Tyrone e que chegou inclusive a questioná-lo sobre o fato de se candidatar, ao que ele teria respondido ser inocente. “Inocente você não é”, rebateu Lídia.
A ex-secretária afirmou que, na época das agressões, prestou apoio à vítima, Myriam Gadelha, mas disse acreditar que a melhor forma de evitar esse tipo de violência é aumentar a representação de mulheres na política.
“A deputada federal Tabata Amaral informa que tomou conhecimento do caso e encaminhou a denúncia ao Conselho de Ética do PSB, solicitando a apuração rigorosa dos fatos e a adoção das medidas cabíveis.
A parlamentar reforça que não pode haver qualquer tipo de tolerância diante de situações de violência contra as mulheres. O enfrentamento a esse tipo de violência deve ser prioridade absoluta, com responsabilização exemplar e respeito às vítimas".

