Governador disse não aos vereadores que quiseram trocar de lado e trair seus candidatos a deputado estadual e federal
Não eram quaisquer vereadores. Eram os mesmos dois:
– um especialista em mudar de discurso conforme o vento sopra;
– o outro, conhecido por defender a “coerência” — desde que ela venha acompanhada de cargo, foto ou promessa futura.
Ambos chegaram confiantes, escoltando a prefeita sertaneja e um candidato a deputado estadual como quem já se via dentro do gabinete, sentados à mesa, sorrindo para a foto oficial. Mas a realidade foi menos glamourosa: ambos ficaram no corredor.
Segundo relatos, o governador sequer precisou perguntar quem eram os edis cajazeirenses. Bastou olhar o contexto. O recado veio seco, sem rodeios e sem cafezinho: “não”. Um “não” com eco institucional.
O governador, visivelmente incomodado, teria resumido a situação com uma avaliação nada lisonjeira: dois parlamentares que tentaram trocar convicção por conveniência, mandato por agrado, e apoio político por migalhas de poder. Para ele, a prática não combinaria com o que chamou de princípios republicanos — esses que não cabem em acordos de bastidores nem em peregrinação oportunista.
Enquanto isso, do lado de fora, os dois vereadores aguardavam o sinal que nunca veio. Um cochichava, o outro disfarçava no celular. Nenhuma foto, nenhuma audiência, nenhum aperto de mão. Apenas o peso do silêncio e a certeza de que, naquele dia, a porta fechou antes mesmo de abrir.
Quem são eles?
A política sertaneja sabe.
O governador soube na hora.
E o constrangimento tratou de apresentar.
Nos próximos dias, quando a poeira baixar, talvez reste apenas a lição: nem toda sedução termina em convite — algumas acabam no corredor.
Redação
