A decisão foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e encerrou a principal denúncia da Operação Calvário, investigação que, segundo o ex-governador, tentou destruir sua carreira política e a de aliados próximos a partir de uma narrativa que teria se sustentado por seis anos sem provas consistentes.
No texto publicado, Ricardo Coutinho reafirma sua inocência e diz que jamais deixou de sustentar a verdade, mesmo diante do que classifica como uma perseguição prolongada. Ele ressalta, porém, que ninguém atravessa um processo dessa natureza sem pagar um preço alto, um custo que, segundo ele, não aparece nos autos judiciais, mas marca profundamente a vida pessoal e familiar.
De forma comovente, o ex-governador relata perdas irreparáveis ocorridas durante o período em que esteve sob investigação. Ricardo afirma que perdeu dois filhos: um deles, Henri, que está vivo, mas de quem foi afastado há três anos, segundo ele, em decorrência do ódio e da atuação de quem deveria agir com justiça. O outro, Vinícius, nasceu prematuramente, com apenas cinco meses de gestação, e viveu por poucos instantes. De acordo com o relato, a única causa detectável para o fim da gestação teria sido a opressão e a tortura psicológica vivenciadas por sua esposa, Amanda, e por toda a família.
Ricardo também afirma que não foi o único a sofrer. Segundo ele, diversos denunciados na Operação Calvário perderam familiares ao longo do processo, pessoas que morreram sem ver a reparação das injustiças que teriam sido cometidas. Em sua avaliação, forças que instrumentalizam o sistema de Justiça para interferir na política seguem ativas e não mudaram de postura.
O ex-governador critica duramente o que chama de repetição acrítica de uma narrativa pela mídia, sem o questionamento essencial sobre a existência de provas. Ele menciona abusos de poder, prisões injustificadas e destruição de reputações, afirmando que tudo isso ocorreu quando, na sua visão, bastaria a apresentação de provas legais para sustentar qualquer acusação.
Para Ricardo Coutinho, a decisão do STF representa o início do restabelecimento da Justiça, mas não pode ser encarada como um ponto final. Ele afirma que as próximas vitórias deverão ser políticas e históricas, dedicadas ao povo da Paraíba, que, segundo ele, foi traído, enganado e manipulado por aqueles que transformaram a Justiça e a mídia em instrumentos de perseguição.
Encerrando a mensagem, o ex-governador afirma seguir de cabeça erguida, com a consciência tranquila e a convicção de que nenhuma mentira resiste para sempre. “Essa é a minha luta. Essa é a minha vida”, conclui Ricardo Coutinho, em um dos desabafos mais fortes desde o início da Operação Calvário.
Assessoria
