A iniciativa, considerada o maior projeto de cidade inteligente da Paraíba, está em execução desde agosto de 2025 e prevê o uso intensivo de tecnologia de ponta para ampliar a capacidade de monitoramento urbano e dar mais agilidade às respostas das forças de segurança. O projeto segue ativo após decisão recente do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), que concluiu não haver motivos para suspender sua execução.
As câmeras contam com recursos avançados de reconhecimento facial e leitura automática de placas veiculares, possibilitando a identificação de suspeitos, além de contribuir para a prevenção de crimes e a atuação mais rápida das autoridades. As informações captadas são reunidas em uma plataforma central de gestão de dados, que oferece suporte à tomada de decisões e à coordenação de ações entre diferentes órgãos de segurança pública.
São câmeras IP dotadas de recursos de inteligência artificial e postes inteligentes com conectividade 5G e sensores de Internet das Coisas (IoT). A integração desses equipamentos forma uma malha digital que permite ao município acompanhar, em tempo real, dados estratégicos sobre mobilidade, segurança pública e eficiência energética.
De acordo com o presidente da INOVATEC-JP, Edvaldo Vasconcelos, o modelo adotado no projeto também traz ganhos econômicos e operacionais para o município.
“O projeto utiliza locação de equipamentos com reversão patrimonial ao município, o que reduz desembolsos imediatos, permite manutenção preditiva e garante atualização tecnológica contínua. O Cidade Inteligente representa um avanço estruturante para João Pessoa, elevando a segurança, aprimorando os serviços urbanos e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma.
O Tribunal de Contas da Paraíba decidiu, por unanimidade, pela legalidade do projeto, reconhecendo sua importância estratégica para o desenvolvimento urbano de João Pessoa.
Marco legal da INOVATEC-JP
Criada pela Lei Municipal nº 14.821/2023, a Inovatec JP atua como Serviço Social Autônomo. O modelo jurídico permite maior agilidade na contratação de soluções tecnológicas de alta complexidade, sem abrir mão dos princípios da legalidade, publicidade, eficiência e economicidade. O chamamento público do projeto incluiu uma Prova de Conceito, na qual foram avaliados critérios técnicos como acurácia mínima dos sistemas de reconhecimento e tempo de resposta (latência), assegurando a escolha de uma solução alinhada aos padrões exigidos.
Assessoria