A crise ganhou contornos dramáticos após o rompimento oficial com a prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino. O estopim para o distanciamento da família Ribeiro — liderada pelo governador Lucas Ribeiro e pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro — teria sido o vazamento de áudios contendo declarações desrespeitosas contra a honra da gestora municipal. Ao tomar conhecimento do material em conversas diretas com a cúpula do PP, a ala jovem e influente do partido decidiu recuar no apoio ao ex-prefeito, mantendo-o distante.
A "Lei do Retorno" e o descontentamento de ex-aliados
Para além da perda do importante apoio institucional dos Ribeiro, Zé Aldemir agora enfrenta o que adversários locais chamam nos bastidores de "o próprio veneno político". Conhecido historicamente por uma postura centralizadora e, segundo ex-parceiros, de perseguição aos dissidentes, o ex-prefeito experimenta o isolamento na mesma moeda.
A debandada de antigos aliados ganhou força após a quebra de acordos regionais. O plano inicial previa que Aldemir disputaria a Câmara Federal com o apoio do deputado estadual Júnior Araújo (PP), abrindo espaço para a união das bases. Contudo, ao recuar da disputa federal por falta de viabilidade e tentar forçar uma candidatura à ALPB, Zé Aldemir atropelou os entendimentos prévios, gerando forte ressentimento e esvaziando seu palanque no Sertão.
Futuro incerto no Progressistas
Sem a máquina municipal nas mãos, rompido com a prefeita que ele mesmo ajudou a eleger e sob a desconfiança da Executiva Estadual do PP, a pré-candidatura de Zé Aldemir entra em uma fase de sobrevivência. O partido, que busca inflar sua bancada na ALPB com nomes competitivos, vê com extrema preocupação o derretimento do ex-prefeito nas pesquisas de consumo interno.
As próximas semanas serão decisivas para definir se Aldemir terá fôlego para reverter a rejeição e reconstruir pontes destruídas ou se o isolamento político selará o fim de sua hegemonia no cenário cajazeirense.
Redação
