Segundo Júnior, o acordo era claro: Zé Aldemir disputaria a Câmara Federal, e ele, a reeleição para a Assembleia, ambos com apoio da prefeita Corrinha Delfino. Só que Zé mudou de rota, alegando risco de não se eleger para federal, e anunciou pré-candidatura a estadual — justamente a vaga que seria deixada pela esposa, a deputada Dra. Paula (PP). “Eu acho que ele fez uma movimentação equivocada”, avaliou Júnior.
O deputado argumenta que o PP deve eleger três federais: Aguinaldo Ribeiro, Damião Feliciano e uma terceira vaga aberta. “Não vislumbrava ninguém com a potencialidade que Zé tinha para aquele momento”, disse. Para ele, Cajazeiras perdeu a chance de ter um “deputado federal genuinamente da nossa cidade”. Sobre a narrativa de Dra. Paula de que o compromisso era apenas ela não ser candidata, Júnior rebate: “Se Zé pontua como candidato, para mim é a mesma coisa”.
Apesar do racha, o deputado mostra confiança: “Venci duas eleições sem precisar do apoio deles.” E finaliza: “O tempo vai mostrar que, quando apurar os votos de federal, ele teria os votos para ser eleito e realizar o sonho de terminar a vida pública como deputado federal.” O tom é de quem já guardou o luto.
Fonte: TV Diário do Sertão
