Durante a fala, Ricardo afirmou que o Governo da Paraíba estaria repassando à iniciativa privada a área mais lucrativa da companhia, enquanto a estatal permaneceria com os setores considerados menos rentáveis. Em tom crítico, o petista classificou o processo como um modelo que enfraquece a Cagepa.
“Esquema profissional. Entregaram o filé, o esgotamento sanitário. Daqui a pouco vem a alcatra quando terminarem as obras com recursos federais de adutoras do Curimataú e Cariri e o osso fica para a viúva da Paraíba, o Estado, com uma empresa enorme e qualificada como a Cagepa.”
A declaração repercutiu nos bastidores políticos do estado, principalmente por partir de um ex-governador que administrou a companhia durante os seus dois mandatos. Ricardo defendeu a capacidade técnica da Cagepa e sugeriu que a estatal teria condições de continuar executando os serviços sem necessidade de uma parceria desse porte com a iniciativa privada.
O leilão da PPP aconteceu nesta sexta-feira (15) e prevê investimentos estimados em cerca de R$ 3 bilhões ao longo de 25 anos. O projeto contempla dezenas de municípios paraibanos e tem como meta ampliar a cobertura do esgotamento sanitário, em conformidade com as exigências do novo marco legal do saneamento.
Pelo modelo firmado, a Cagepa continuará responsável pelo abastecimento de água, enquanto a empresa vencedora ficará encarregada da operação, ampliação e modernização do sistema de esgoto nas regiões incluídas no contrato.
Com informações do BC1
