Desistência do líder sindical representa um desfalque na chapa socialista e injeta fôlego à pré-candidatura do ex-governador
A decisão de Carlinhos mexe com as projeções proporcionais e representa uma baixa simbólica para a chapa do PSB, que perde um nome de forte inserção popular. Segundo o dirigente, embora tenha se preparado para o pleito, a leitura de momento apontou que o fortalecimento de Coutinho é o caminho mais sólido para assegurar a defesa e a representação dos interesses da categoria de transporte a nível federal.
A mudança de rumo foi fundamentada por Carlinhos do Alternativo como um gesto de reconhecimento histórico e justiça política. O líder relembrou o período em que a categoria atuava na informalidade e sob forte repressão do Estado, cenário que mudou drasticamente durante a gestão de Ricardo Coutinho no Palácio da Redenção.
“A gente vivia sendo perseguido pela polícia, pelo DER, correndo dentro de mato, dentro de plantação de cana. Nós éramos tratados como se fôssemos bandidos”, desabafou o presidente do sindicato, ao contextualizar as dificuldades enfrentadas pelos motoristas no passado.
De acordo com o dirigente, Coutinho foi o responsável por abrir as portas do governo para o setor, mediando as negociações entre trabalhadores e empresários, e enviando à Assembleia Legislativa o projeto que finalmente garantiu a permissão pública e a segurança jurídica à atividade. “É mais do que justo estender a mão para quem estendeu a mão na hora em que a gente mais precisou”, justificou.
Com essa articulação, Carlinhos deixa os planos de palanque próprio e assume a coordenação e o engajamento da militância dos profissionais de transporte alternativo e fretamento em todo o estado em torno do projeto político de Ricardo Coutinho, acirrando ainda mais a concorrência pelas vagas da bancada paraibana em Brasília.
Com informações da Assessoria
