Efraim Filho afirmou que pediu ‘ajuda’ ao seu suplente: ‘Eu não tinha o valor em conta e perguntei se ele podia me ajudar a quitar’
A transação apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) produzido dentro da investigação. Efraim Filho não é investigado pelos desvios no INSS.
Procurado, ele afirmou que pediu ao seu segundo suplente “ajuda” para quitar o boleto porque não tinha o valor em conta no dia do vencimento. “Se trata de um boleto de um contrato privado meu. No dia do vencimento, eu não tinha o valor em conta. Pela nossa relação de suplente, perguntei se ele podia me ajudar a quitar o boleto, e ele disse que sim, e assim o fez”, afirmou o senador ao Estadão.
Questionado se havia ressarcido o valor, Efraim disse que seu suplente não quis cobrar a dívida. “Quis pagar, mas acredito que pela relação de suplente, ele nunca decidiu me cobrar até hoje”, afirmou.
Erik Marinho foi alvo de uma das fases da Operação Sem Desconto em dezembro e é suspeito de auxiliar o Careca do INSS na lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
Segundo a PF, ele e a esposa abriram empresas com capital social irrisório que serviam para ocultar a propriedade de aeronaves do empresário.
“Já é possível afirmar que ERIK MARINHO se vinculou a ANTONIO em etapas relevantes do processo de lavagem de capitais, inserindo-se em fases específicas destinadas à ocultação e dissimulação de bens e valores”, escreveu a PF em relatório da investigação. A defesa de Erik Marinho não retornou aos contatos.
O senador Efraim Filho não foi alvo, nem é investigado na operação, mas seu nome apareceu em um relatório do Coaf sobre as movimentações financeiras de seu segundo suplente.
Diz o relatório: “Identificamos a realização de pagamentos de boletos de cobrança em nome de terceiros. Por amostragem, demonstramos os principais sacados: (...) 51.632,64 01 Efraim de Araújo Morais Filho”.
Fonte: Estadão
