quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Hytalo Santos: relator no TJPB vota por substituir prisão por medidas cautelares, mas julgamento é adiado

Após voto do relator, o desembargador Ricardo Vital pediu vista, adiando a decisão para próxima sessão, prevista para o dia 24 de fevereiro.

O desembargador João Benedito, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), votou pela substituição da prisão preventiva do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, réus por produzir conteúdos de exploração sexual com adolescentes, por medidas cautelares, durante a análise de um habeas corpus nesta terça-feira (10). A decisão final, no entanto, não foi tomada porque o julgamento foi adiado após pedido de vista.

No voto, o desembargador João Benedito afirmou que as restrições impostas são suficientes para atender às necessidades do processo. Entre as medidas cautelares previstas estariam o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair dos municípios de João Pessoa e Bayeux e a proibição de manter contato com os adolescentes envolvidos no caso e seus familiares.

Após o voto do relator, o desembargador Ricardo Vital pediu vista do processo, o que adiou a conclusão do julgamento para a próxima sessão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, prevista para o dia 24 de fevereiro.

O pedido de habeas corpus analisado aconteceu em separado às solicitações feitas pela defesa em setembro, quando o pedido de habeas corpus foi negado, assim como em novembro.

A defesa argumentou no novo pedido que existiu demora nos prazos para o estabelecimento de uma sentença e o término da instrução criminal. Hytalo Santos e Israel Vicente, permanecem presos no Presídio do Róger, em João Pessoa, desde agosto de 2025.

Hytalo Santos e marido foram presos em São Paulo no dia 15 de agosto do ano passado. Depois, foram transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde estavam detidos de forma preventiva desde o dia 28 do mesmo mês.

O processo analisado pelo Tribunal de Justiça corre em paralelo ao da Justiça do Trabalho, onde Hytalo Santos e Israel Vicente também são réus por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.


G1-PB