terça-feira, 2 de junho de 2026

Crise na Casa de Apoio: servidoras pedem exoneração coletiva e apontam constrangimento com monitoramento em João Pessoa

Quatro servidoras da Casa de Apoio de Cajazeiras em João Pessoa protocolaram um pedido de exoneração coletiva na segunda-feira (1º de junho)

O Ofício nº 01/2026 foi entregue diretamente à prefeita Maria do Socorro Delfino Pereira (Corrinha Delfino).

No texto, as funcionárias denunciam que novos sistemas de monitoramento implantados pela gestão municipal vêm gerando constrangimento até mesmo em pacientes.

Pediram o desligamento voluntário e irrevogável as servidoras:

Maria Gorete Batista, Jane Kelle Barroso Francisco, Nildeneide de Oliveira Meireles Macena e Shirley Rosely Magalhães Meireles Andrade.

O documento oficial contradiz a versão puramente burocrática e expõe uma crise interna na instituição que acolhe cajazeirenses na capital. As agora ex-servidoras alegam que "constantes mudanças administrativas" e a "adoção de equipamentos e sistemas de monitoramento" desfiguraram o ambiente de trabalho.

De acordo com o ofício, os novos métodos provocaram "receio e constrangimento dos próprios usuários (pacientes e acompanhantes) da Casa de Apoio", inviabilizando a continuidade das atividades do grupo.

Apesar das queixas técnicas registradas no papel, os bastidores políticos de Cajazeiras apontam que a debandada tem forte motivação partidária. As quatro servidoras mantêm alinhamento político histórico com o ex-prefeito Zé Aldemir.

A saída em massa sinaliza o aprofundamento das fissuras na base governista e o distanciamento de alas tradicionais do grupo político em relação à atual prefeita Corrinha Delfino.

A Prefeitura de Cajazeiras ainda não se pronunciou sobre o teor das reclamações das servidoras nem informou como será feita a substituição da equipe para evitar a interrupção no atendimento aos pacientes que viajam para tratamentos de saúde em João Pessoa.

Redação