Ex-secretária solta o verbo na tribuna contra ausência de vereadores e classifica manobra da base governista como retaliação
A sessão, ironicamente proposta pelo vereador Helano Segundo em alusão à Semana do Meio Ambiente, transformou-se no palco de um vergonhoso racha institucional. Horas antes de subir à tribuna, a imprensa local havia informado que Branquinha não era mais secretária e sua exoneração do cargo estava confirmada. O motivo dos bastidores é implacável: ela se recusou a abrir mão de suas convicções políticas e manteve sua lealdade ao ex-prefeito Zé Aldemir, batendo de frente com as novas diretrizes do grupo da prefeita Corrinha Delfino.
Mesmo diante de um plenário esvaziado de forma deliberada pelos parlamentares que antes a aplaudiam, Branquinha Abreu não recuou. Em um discurso firme e carregado de indignação, ela repudiou a postura covarde dos que preferiram fugir do debate a encarar os fatos.
Em sua fala, a ex-secretária fez questão de prestar contas à população cajazeirense, humilhando o boicote com a força dos seus resultados:
Conquistas históricas: Lembrou a inclusão de Cajazeiras no programa Cidades Resilientes do PAC, garantindo mais de R$ 5 milhões para recuperar a área do antigo lixão.
Avanço sustentável: Destacou a implantação definitiva da coleta seletiva no município em parceria com o Instituto Recicleiros.
A ausência dos vereadores governistas na sessão desta terça-feira deixou evidente que, na política local, a eficiência técnica e o trabalho comprovado pesam menos do que a submissão cega. A tentativa de abafar a voz de Branquinha Abreu acabou gerando o efeito oposto, expondo as entranhas de uma gestão que pune quem ousa pensar de forma independente.
O esvaziamento da Câmara não apagou o brilho das metas alcançadas pela ex-secretária, mas acendeu um alerta vermelho sobre os métodos de perseguição utilizados contra quem escolhe não se curvar.
Redação
