Durante a sabatina, Ciloca não escondeu a frustração ao ver a prefeita caminhar ao lado de nomes de fora do domicílio eleitoral da cidade, citando nominalmente o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP).
"Era para ela votar em mim, que eu votei nela. Aguinaldo não vota aqui", disparou o empresário.
Para justificar sua insatisfação, Ciloca relembrou os bastidores das eleições municipais de 2024, quando Corrinha Delfino se consagrou vitoriosa nas urnas. Segundo ele, o apoio de seu grupo não foi apenas nominal, mas sim de forte engajamento direto nas ruas.
O candidato revelou que ele e seus familiares foram peças ativas na campanha da prefeita, destacando inclusive a transferência de capital político familiar. "Eu fui para a rua, eu pedi voto para Maria do Socorro. Eu casei os votos do meu filho com ela, 838 votos", detalhou Ciloca, pontuando que o caminho natural da gestão municipal deveria ser a valorização das lideranças locais que se sacrificaram pelo projeto do grupo.
Além da questão pessoal e de lealdade partidária, o desabafo de Ciloca tocou em uma ferida antiga da política cajazeirense: a falta de um deputado federal nativo. O candidato argumentou que a cidade de Cajazeiras sofre há mais de três décadas sem um representante legítimo na Câmara Federal, ficando dependente de parlamentares de outras regiões que, segundo críticas locais, costumam aparecer apenas em períodos de pleito eleitoral para recolher votos.
A declaração de Ciloca na Rede Diário do Sertão joga luz sobre as complexas articulações de palanque na "Terra que ensinou a Paraíba a ler", evidenciando que a cobrança por fidelidade e espaço deve ditar o tom das conversas de bastidores daqui até a abertura das urnas.
Com Inf. Diário do Sertão
