Nos bastidores da política paraibana, o nome da Tenente-Coronel Viviane Vieira (PSB) tem sido um dos mais comentados nas últimas semanas.
A ascensão de Viviane Vieira na base governista traz consigo um posicionamento firme que quebra estereótipos tradicionais da segurança pública. Diferente do alinhamento ideológico visto em alas das forças policiais nos últimos anos, a pré-candidata faz questão de afastar qualquer proximidade com o bolsonarismo.
Em declarações recentes, a Tenente-Coronel rechaçou categoricamente o rótulo de "militar bolsonarista". Viviane defende que os profissionais de segurança pública não devem ser colocados em uma "caixinha política" ou obrigados a seguir uma única corrente de direita.
Para ela, a atuação policial deve ser técnica, social e voltada ao amparo de minorias, como mulheres e mães atípicas — bandeiras que ela carrega em sua trajetória pessoal e profissional.
O distanciamento do bolsonarismo não ficou apenas no discurso teórico. Viviane Vieira protagonizou embates diretos com expoentes da direita no estado, como o deputado Walber Virgolino (PL). Ao rebater críticas sobre sua filiação ao PSB (partido de centro-esquerda), a oficial classificou a retórica bolsonarista local como uma "pauta vazia", consolidando sua independência institucional.
O caminho rumo à vice-governadoria
Com mais de duas décadas de serviços prestados à Polícia Militar da Paraíba, onde foi a primeira mulher a comandar um batalhão operacional, Viviane Vieira conta com o respaldo direto do grupo político do ex-governador João Azevêdo.
A escolha do seu nome para figurar ao lado de Lucas Ribeiro na disputa pelo Poder Executivo estadual reforça a estratégia do PSB em apresentar uma candidatura equilibrada, com forte apelo técnico e representatividade feminina, consolidando uma frente de centro e centro-esquerda na Paraíba.
Redação
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