domingo, 25 de julho de 2021

Enquete: ex-governador da Paraíba aparece em primeiro lugar como opção para o Senado

No ano que vem, as eleições para o Senado na Paraíba prometem ser acirradas mesmo com apenas uma vaga em disputa, a da atual senadora Nilda Gondim, que assumiu após a morte de José Maranhão. Os movimentos já começaram de forma efetiva desde o fim das eleições municipais. Ainda faltando mais um ano para a campanha de fato começar nas ruas, a pré-campanha já foi iniciada. Como bem colocou um deputado paraibano: “A articulação nunca parou”, diferente do que alguns pregam, mesmo com a pandemia do novo coronavirus, que já não é tão novo assim.

Até aqui, já são cinco nomes, sendo dois pré-candidatos com o bloco na rua e outros três com desejos internos, aguardando o momento de se lançar. Quem saiu na frente e já coleciona apoios no interior adentro é Efraim Filho (DEM), que acumula quatro mandatos na Câmara e quer dar um passo adiante e trocar de salão no Congresso. Segundo sua assessoria, já tem apoio de mais de 80 prefeitos no estado.

Durante a semana, o líder do DEM na Câmara declarou em entrevista que pesquisas internas feitas pelo partido apontam seu nome na frente na preferência do povo. No entanto, um dia depois, também em entrevista, o deputado federal Ruy Carneiro, do PSDB, disse que pesquisas do partido para o Senado apontam o nome do ex-senador Cássio Cunha Lima na frente. Quem está com a verdade?

Primeiro, é importante ressaltar que ambas as pesquisas, de fato, podem estar certas. Isso depende da zona eleitoral em que foi feita e dos candidatos que lá foram colocados. Além disso não se sabe qual foi a metodologia adotada.

Falando em pesquisa, Aguinaldo Ribeiro (PP) é outro que busca viabilizar o seu nome para ser candidato ao Senado. Em público, o deputado não fala sobre sua pré-candidatura, mas nos bastidores já pede voto a prefeitos no interior há alguns meses, inclusive encomendou pesquisas internas na região de Campina Grande e a contratação do marqueteiro que cuidou da campanha de João Doria em São Paulo são fatores que, juntos, expõe o desejo de Aguinaldo. Ontem, sua irmã, a senadora Daniella Ribeiro (PP), disse que o partido vai estar na chapa majoritária, em entrevista à Arapuan FM.

Aguinaldo espera o momento para não correr o risco de não ser o candidato de João Azevêdo (Cidadania). Primeiro porque, até aqui, existem muitos candidatos ao Senado para poucos possíveis governadores. Se o grupo da oposição estiver mesmo unido, apenas nome terá espaço. Cássio briga para isso e o deputado Wellington Roberto (PL) é outro que tenta emplacar o filho, Bruno Roberto, o segundo, além de Efraim, que tem pré-candidatura divulgada publicamente.

Nesse jogo, Aguinaldo e Efraim lutam por uma vaga na situação, e do outro lado, Cássio e Bruno Roberto lutam pela vaga da oposição, que também é cortejada por outros nomes. O nome da moda, a “terceira via” aqui no estado deve ficar com a esquerda que vai lançar um candidato ao governo. Hoje parece ser Luciano Cartaxo (PV) e o senador dessa chapa seria Ricardo Coutinho (PSB), que já manifestou publicamente a sua pré-candidatura. Porém, Ricardo ainda não sabe se será pelo atual partido. Durante a semana, o presidente do PSB no estado, Gervásio Maia, disse que as candidaturas ainda serão discutidas e nada será “imposto”.

Com pesquisas sendo realizadas em redutos eleitorais desconhecidos, vale lembrar, que as informações também tendem a influenciar a opinião pública de forma tendenciosa para tais candidatos. Pesquisa não divulgada sempre abre espaço para a dúvida.

Mas e você? Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para o Senado? Até aqui há as cinco opções mencionadas e também a possibilidade de não se votar em nenhum, no caso, votos brancos ou nulos. Vale lembrar que a enquete não tem valor cientifico, apenas serve como termômetro de opinião pública e também não pode ser divulgada como pesquisa eleitoral.


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Em quem você votaria para o Senado se as eleições fossem hoje?


Com Polêmica Paraíba