quarta-feira, 27 de maio de 2020

Campus Cajazeiras desenvolve aplicativo para ajudar na compreensão do Coronavírus


Pesquisadores e alunos trabalham em app de realidade aumentada que trará visualização em 3D do coronavírus.

Cientistas de todo o mundo trabalham ininterruptamente para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Enquanto a cura da doença que parou o mundo este ano não é encontrada, pesquisadores unem forças para ajudar a população a compreender a gravidade da pandemia que já matou mais de 22 mil pessoas no Brasil.

No IFPB Campus Cajazeiras a professora doutora Eva Campos e o professor Msc Diogo Dantas aprovaram um projeto de extensão e outro de pesquisa de enfrentamento da pandemia. De acordo com Eva, “a essência de ambos é a criação de um aplicativo de realidade aumentada que possibilite a visualização em três dimensões do novo coronavírus e informações essenciais correlacionadas como, por exemplo, formas de propagação do vírus, auxiliando no processo educacional de compreensão da ameaça pandêmica”.

O projeto de extensão utilizará um aplicativo de realidade aumentada que possa ser utilizado em qualquer aparelho celular. O aplicativo que será desenvolvido no IFPB Campus Cajazeiras utilizará um marcador no mundo físico (QRCode e/ou panfleto explicativo) para auxiliar no entendimento da doença. A realidade aumentada é uma tecnologia que mistura ambientes virtuais com a vida real.

Os coordenadores do projeto buscarão parcerias com as secretarias de saúde municipais circunvizinhas “no cumprimento da missão do Campus Cajazeiras de partilhar conhecimento e soluções sociais para o bem-estar e qualidade de vida da sociedade”, destacou Eva. Junto com o aplicativo, a população terá acesso também a um folheto informativo que trará informações complementares sobre a pandemia.

O projeto intitulado “visualizar a ameaça invisível” do vírus surgiu como uma iniciativa educacional para conscientizar a população sobre a gravidade do Covid-19, visto que “muitas pessoas descumprem orientações básicas de prevenção recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, sem acreditar na gravidade da doença”, pontuou a pesquisadora.

A ideia central do projeto utiliza as metodologias de aprendizagem ativa: uma concepção que vem sendo desenvolvida pela CEAP (Comissão de Estudos e Aperfeiçoamento Profissional do Campus Cajazeiras). De acordo com a Dra. Eva Campos, “essa concepção pode ser mais efetiva para a apreensão de informações e aquisição de um conhecimento transformador”.

Os alunos João Fonseca, Lenner Coutinho e Mariana Moreira do segundo ano do curso técnico integrado em Informática do IFPB Campus Cajazeiras participam do projeto como bolsistas.


Assessoria