POLÍTICA: 13/06/2010 - BRASÍLIA (Reuters) - O PT aprovou neste domingo o nome de Dilma Rousseff para
concorrer à disputa presidencial de outubro. Ao lado de seu vice, o peemedebista
Michel Temer, inicia oficialmente sua primeira campanha eleitoral.
Dilma disse aceitar a missão do PT e dos partidos aliados pela continuidade
do projeto político governista. Ela está a quatro meses de disputar a primeira
eleição de sua vida concorrendo contra um candidato já versado nas urnas.
"Não é por acaso que, depois desse grande homem (Lula), o nosso Brasil possa
ser governado por uma mulher. Uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas
que vai governar com a alma e coração de uma mulher", afirmou Dilma no discurso
inaugural como candidata.
A meta de conquistar o eleitorado feminino ficou mais que evidente na
convenção do PT nesta tarde. Nos painéis, vídeos e discursos, o tema mulher
ganhou destaque estratégico. Pesquisas mostram que seu adversário tucano, José
Serra, lidera nesse corte de gênero, mas ambos estão empatados no índice
geral.
Dilma defendeu um governo "para todos", slogan do governo Lula.
"Historicamente, quase todos os presidentes que nos antecederam governaram para
um terço da população. Para muitos deles, o resto da população era resto, era
peso, era carga, era estorvo."
A candidata usou uma frase de efeito que se assemelha ao mote principal de
seu adversário, dono do verbete "o Brasil pode mais."
"Nós queremos, e podemos, fazer mais e melhor", destacou a candidata, que
repetiu sua promessa de campanha: "Queremos e podemos erradicar a miséria."
Na véspera, quando o PSDB oficializou a candidatura de Serra, foi a vez do
ex-governador fazer aproximações de compromissos. Prometeu "erradicar a miséria
absoluta" no país.
O discurso de Dilma encerra a convenção do PT em Brasília. Ela foi precedida
pelo presidente do partido, José Eduardo Dutra, por Michel Temer e pelo
presidente Lula.
(Reportagem de Natuza Neryi)