Dilma disse aceitar a missão do PT e dos partidos aliados pela continuidade do projeto político governista. Ela está a quatro meses de disputar a primeira eleição de sua vida concorrendo contra um candidato já versado nas urnas.

"Não é por acaso que, depois desse grande homem (Lula), o nosso Brasil possa ser governado por uma mulher. Uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que vai governar com a alma e coração de uma mulher", afirmou Dilma no discurso inaugural como candidata.

A meta de conquistar o eleitorado feminino ficou mais que evidente na convenção do PT nesta tarde. Nos painéis, vídeos e discursos, o tema mulher ganhou destaque estratégico. Pesquisas mostram que seu adversário tucano, José Serra, lidera nesse corte de gênero, mas ambos estão empatados no índice geral.
Dilma defendeu um governo "para todos", slogan do governo Lula. "Historicamente, quase todos os presidentes que nos antecederam governaram para um terço da população. Para muitos deles, o resto da população era resto, era peso, era carga, era estorvo."

A candidata usou uma frase de efeito que se assemelha ao mote principal de seu adversário, dono do verbete "o Brasil pode mais."

"Nós queremos, e podemos, fazer mais e melhor", destacou a candidata, que repetiu sua promessa de campanha: "Queremos e podemos erradicar a miséria."

Na véspera, quando o PSDB oficializou a candidatura de Serra, foi a vez do ex-governador fazer aproximações de compromissos. Prometeu "erradicar a miséria absoluta" no país.
O discurso de Dilma encerra a convenção do PT em Brasília. Ela foi precedida pelo presidente do partido, José Eduardo Dutra, por Michel Temer e pelo presidente Lula.


(Reportagem de Natuza Neryi)