Crise política coloca secretários em contagem regressiva
O reflexo imediato dessa
ruptura ecoa diretamente nos bastidores da “CASA BRANCA”, onde informações
seguras apontam que o clima é de instabilidade total. Além de cargos do
terceiro escalão, pelo menos cinco secretários estão com a permanência na
gestão por um fio.
A
regra interna passou a ser clara e pragmática: quem manifestar
ou declarar apoio político ao ex-prefeito Zé Aldemir deve preparar as malas para o
desembarque da gestão. Antigos aliados que construíram suas bases sob a
influência do ex-gestor enfrentam agora o momento mais delicado de suas
trajetórias na atual conjuntura.
Informações que chegaram à
nossa redação dão conta de que a prefeita já estabeleceu um prazo limite para a
definição de lealdades: sábado (30) de maio, data estratégica que coincide com
o fechamento e pagamento da folha dos escalões superiores.
Após a quitação dos
vencimentos, o plano da gestão é convocar individualmente os integrantes que
ainda adotam uma postura neutra — ou que estão em cima do muro — para reuniões
decisivas de alinhamento. O objetivo é unificar o discurso e a base de apoio.
A exigência de fidelidade e o preço da dissidência: o teor da cobrança centraliza-se na fidelidade irrestrita ao bloco político liderado pela atual gestora.
Para permanecerem nos cargos, os titulares das
pastas precisarão cerrar fileiras e engajar apoio formal ao pacote de
candidatos governistas, que abrange desde o deputado estadual que a prefeita já
determinou e, o federal do grupo - até as composições para o Senado e o Governo
do Estado.
O processo de depuração
interna, inclusive, já começou. Integrantes que mantinham ligações históricas
com a liderança anterior e que optaram por declarar apoio público ao
ex-prefeito José Aldemir já foram sumariamente exonerados.
Para os que restaram na
folha de pagamento e que ainda hesitam em tomar um lado, o mês de junho será o
período definitivo de corte. Quem decidir não seguir as diretrizes políticas
determinadas por Corrinha enfrentará a canetada da exoneração. O xadrez
político local entrou na sua fase mais implacável: a
“dança das cadeiras”.

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