Em entrevista explosiva ao programa 'Trem das Onze', deputada estadual rompe o silêncio, acusa prefeita de ingratidão, aponta boicote a obras e faz denúncia grave sobre marcação de exames em Cajazeiras.
"Ingratidão": Zé Aldemir proibido de frequentar a Casa de Apoio e servidores degolados - Um dos pontos mais polêmicos da entrevista foi o desabafo de Dra. Paula sobre à Casa de Apoio mantida pelo município em João Pessoa. A deputada lembrou que o espaço foi idealizado, estruturado e colocado em pleno funcionamento por Zé Aldemir para acolher os cajazeirenses que buscam tratamento de saúde na capital.
No entanto, segundo a parlamentar, a prefeita Corrinha Delfino proibiu o próprio ex-prefeito de frequentar o local. Para piorar o clima de perseguição, a gestora municipal exonerou as principais servidoras da Casa de Apoio pelo único motivo de serem aliadas históricas de Aldemir. “É uma ingratidão muito grande dela”, disparou a deputada.
Boicote político paralisou obra da adutora de Divinópolis - Dra. Paula também trouxe à tona o que chamou de "boicote ao desenvolvimento" da zona rural. Ela declarou que a grande obra de ampliação da adutora — que foi projetada para beneficiar os moradores do Distrito de Divinópolis e mais 27 comunidades adjacentes — está completamente paralisada. De acordo com a deputada, o serviço foi travado pela prefeitura simplesmente por se tratar de uma conquista e um pleito dela em parceria com o seu esposo, Zé Aldemir.
A parlamentar aproveitou o espaço para cobrar responsabilidade com o dinheiro público e com as necessidades básicas da população, citando também o total abandono e a problemática enfrentada no transporte público pelos moradores dos residenciais Cajazeiras I e II.
Gravíssimo: Exames no CDI só com o "visto e assinatura" da prefeita - A denúncia que causou maior repercussão e indignação geral envolve o funcionamento da saúde pública no município. Ao chegar ao Sertão, Dra. Paula revelou ter sido informada de que os exames no Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) estão sofrendo uma triagem puramente política.
Segundo a denúncia da deputada, os procedimentos até são agendados e marcados, mas o paciente só consegue realizá-los se a prefeita Corrinha Delfino tiver assinado no verso do documento, funcionando como uma espécie de "autorização pessoal", tratando o órgão público como se fosse sua propriedade privada. Dra. Paula repudiou veementemente a prática abusiva e garantiu que vai acionar os órgãos competentes para tomar as devidas providências jurídicas e fiscalizatórias.
Assessoria
