Se a prefeitura insistia em dizer que o envio do lixo para a empresa contratada estava funcionando perfeitamente, os dados do sistema SAGRES do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) contam uma história completamente diferente e alarmante.
O documento revela que o último empenho registrado foi para pagar os serviços do mês de abril de 2026, no valor de R$ 95.567,94. O que assusta é o vácuo que vem depois: não há registros quitados ou empenhos subsequentes regularizados para os meses de junho e julho deste ano, escancarando que os pagamentos mais recentes estão completamente em aberto.
Ou seja: o que antes corria nos bastidores como um mero rumor de calote, agora é um fato documentado pelo órgão que fiscaliza o dinheiro público. A prefeitura travou os repasses para a destinação final do lixo.
Quando a gestão municipal deixa de honrar os contratos de saneamento e tratamento de resíduos, o reflexo é imediato na ponta. Sem o fluxo financeiro e o transbordo operando como deveria, o lixo volta a acumular no solo do antigo aterro. Abandonado e exposto, esse material vira combustível para incêndios e liberação de gases tóxicos na vizinhança.
Destinar quase R$ 100 mil mensais em contratos de destinação final e deixar o sistema colapsar por falta de pagamento é um desrespeito duplo: com o dinheiro do contribuinte e com a saúde de centenas de famílias que são obrigadas a respirar fumaça preta dentro de suas próprias casas.
Redação

