sexta-feira, 3 de julho de 2026

Vídeo: Corrinha rebate vitimização de Zé Aldemir: "Tenho que resguardar meu CPF e não seria laranja, não sou manipulada"

Em tarde de racha, ex-prefeito rompeu com a gestão sob lágrimas e isolamento; prefeita reagiu imediatamente, relembrou pressões no início do mandato e garantiu autonomia


O cenário político de Cajazeiras sofreu uma forte reviravolta nesta sexta-feira (03/07/2026). Em uma entrevista coletiva marcada por forte teor emocional, o ex-prefeito Zé Aldemir anunciou oficialmente o rompimento político com a atual prefeita, Corrinha Delfino. Entre lágrimas, o ex-gestor acusou a antiga aliada de ingratidão, pediu desculpas à população pela indicação dela e disparou críticas severas contra opositores, incluindo o deputado Chico Mendes.

A resposta, contudo, veio a galope: minutos depois, a prefeita ocupou os potentes microfones da Rádio Alto Piranhas, no programa Rádio Vivo, para rebatê-lo de forma veemente. Em um tom firme, rechaçou o papel de vidraça e mandou um recado direto ao ex-prefeito.

A tréplica da prefeita veio carregada de desabafos e duras críticas à tentativa de controle político. Falando ao vivo na Rádio Alto Piranhas, Corrinha Delfino mandou um aviso claro de que não aceitaria governar sob a sombra do ex-gestor e ironizou o choro de Aldemir: "Não adianta se vitimizar".

A chefe do Executivo elevou o tom para blindar sua autoridade e independência administrativa. "Eu não sou laranja, o CPF que está lá é o meu. Não serei manipulada por ninguém", disparou a prefeita.

Corrinha também expôs os bastidores difíceis do início do seu mandato, revelando a forte carga psicológica que enfrentou devido às interferências externas. "Precisei me afastar dos meus afazeres por um tempo porque estava à base de medicamentos, estava sob forte pressão", revelou.

Minimizando o peso do cargo diante das ameaças de rompimento, Corrinha relembrou sua trajetória humilde para enfatizar que não se corrompe pelo status político. "O poder não consome minha cabeça, não. Quando saí da Nona Gerência Regional de Educação, eu fui vender detergente de porta em porta. O poder não me atrai. Não vou me render a ninguém, não vou me render. A verdade chega", concluiu de forma categórica.

Redação