Falso corretor, cobrança indevida de sinal e fraude documental seguem entre as práticas mais comuns; conselho reforça orientações para compradores, vendedores e locatários
O tema voltou à pauta após reportagem que reuniu casos semelhantes em diferentes estados, incluindo o episódio do Residencial Filipo, no Portal do Sol, em João Pessoa, onde metade dos compradores foi vítima da venda do mesmo imóvel para mais de uma pessoa. O caso segue em investigação pela Polícia da Paraíba.
Para o presidente do Creci-PB, Rômulo Soares, a fiscalização do conselho é constante, mas depende também da colaboração da sociedade. "A intermediação por um corretor de imóveis devidamente registrado garante segurança jurídica às partes envolvidas na transação, reduzindo significativamente o risco de prejuízo financeiro. O Creci-PB fiscaliza, mas é importante que todos tenham essa consciência, desconfiem e denunciem", afirma.
O Creci-PB reforça as orientações básicas para reduzir o risco de fraude em transações imobiliárias:
- Exigir do corretor a carteira de identificação profissional ou, no caso de imobiliária, a certidão de regularidade;
- Consultar o site do Creci-PB para confirmar se o profissional ou a empresa possui registro ativo;
- Verificar a matrícula atualizada do imóvel no cartório de registro de imóveis e a identificação correta do proprietário;
- Solicitar autorização por escrito do proprietário quando o pagamento for feito a um representante, corretor ou imobiliária;
- Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado e de pressão para fechar negócio rapidamente;
- Denunciar ao Creci-PB qualquer suspeita de exercício ilegal da profissão.
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba (21ª Região) é o órgão responsável por fiscalizar o exercício da profissão de corretor de imóveis no estado, zelando pela regularidade e pela ética no mercado imobiliário paraibano.
Assessoria
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