Edvânia, era contratada e ocupava o cargo de Rádio Operador no SAMU, na estrutura da Prefeitura de Cajazeiras e chegou a atuar ativamente nas ruas pedindo votos para a eleição da atual gestora, teve seu desligamento publicado oficialmente hoje, (06/07). "Fui comunicada nesta manhã pelo o RH da secretaria de saúde, sobre minha exoneração", afirmou a servidora.
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| Edvânia Cardoso em foto da campanha eleitoral em 2024 |
De um lado, interlocutores apontam que o estopim para a demissão teria sido a presença da suplente na entrevista coletiva concedida por Zé Aldemir na última sexta-feira (3), em uma casa de recepções local. Por outro lado, a versão de bastidores ligada à gestão municipal argumenta que a servidora não vinha correspondendo às expectativas administrativas do cargo.
A repercussão do caso gerou um clima de apreensão generalizada no primeiro e segundo escalões do governo. Informações de bastidores dão conta de que outros servidores comissionados e pessoas diretamente ligadas à gestão de Corrinha Delfino também foram avistados prestigiando à coletiva do ex-prefeito.
Agora, esses servidores vivem momentos de forte expectativa e temor. A reportagem apurou que muitos aguardam um contato direto ou uma sinalização por parte da prefeita para entender se haverá uma nova onda de demissões ou se o espaço político desses aliados será preservado.
O episódio expõe a ferida aberta no grupo governista.
- O ex-gestor e seus aliados classificam as demissões como "perseguição política" e retaliação contra quem mantém laços de amizade ou lealdade histórica com ele. Durante o evento de sexta-feira, duras críticas foram direcionadas à condução política da atual liderança.
- A linha defensiva da gestão foca na prerrogativa do cargo. Argumenta-se que cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração, baseados na confiança e no estrito alinhamento com as metas da prefeita, cabendo apenas a ela avaliar quem atende ou não aos requisitos da administração.
Com o racha consolidado, o xadrez político de Cajazeiras ganha contornos de extrema vigilância, onde cada presença em evento ou gesto de simpatia pode custar o espaço na folha de pagamento do município.
Redação

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