sexta-feira, 29 de maio de 2026

Cobrança por fidelidade sacode o primeiro e o segundo escalão da gestão municipal em Cajazeiras

Crise política coloca secretários em contagem regressiva

O cenário político em Cajazeiras, cidade do interior paraibano - vive dias de extrema tensão após o distanciamento público entre a prefeita Corrinha Delfino e o ex-prefeito Zé Aldemir.

O reflexo imediato dessa ruptura ecoa diretamente nos bastidores da “CASA BRANCA”, onde informações seguras apontam que o clima é de instabilidade total. Além de cargos do terceiro escalão, pelo menos cinco secretários estão com a permanência na gestão por um fio.

A regra interna passou a ser clara e pragmática: quem manifestar ou declarar apoio político ao ex-prefeito Zé Aldemir deve preparar as malas para o desembarque da gestão. Antigos aliados que construíram suas bases sob a influência do ex-gestor enfrentam agora o momento mais delicado de suas trajetórias na atual conjuntura.

Informações que chegaram à nossa redação dão conta de que a prefeita já estabeleceu um prazo limite para a definição de lealdades: sábado (30) de maio, data estratégica que coincide com o fechamento e pagamento da folha dos escalões superiores.

Após a quitação dos vencimentos, o plano da gestão é convocar individualmente os integrantes que ainda adotam uma postura neutra — ou que estão em cima do muro — para reuniões decisivas de alinhamento. O objetivo é unificar o discurso e a base de apoio.

A exigência de fidelidade e o preço da dissidência: o teor da cobrança centraliza-se na fidelidade irrestrita ao bloco político liderado pela atual gestora. 

Para permanecerem nos cargos, os titulares das pastas precisarão cerrar fileiras e engajar apoio formal ao pacote de candidatos governistas, que abrange desde o deputado estadual que a prefeita já determinou e, o federal do grupo - até as composições para o Senado e o Governo do Estado.

O processo de depuração interna, inclusive, já começou. Integrantes que mantinham ligações históricas com a liderança anterior e que optaram por declarar apoio público ao ex-prefeito José Aldemir já foram sumariamente exonerados.

Para os que restaram na folha de pagamento e que ainda hesitam em tomar um lado, o mês de junho será o período definitivo de corte. Quem decidir não seguir as diretrizes políticas determinadas por Corrinha enfrentará a canetada da exoneração. O xadrez político local entrou na sua fase mais implacável: a “dança das cadeiras”.


Redação