Pré-candidato à Câmara, Ricardo só deve seguir a decisão estadual do PT depois da chancela de Lula

Ex-governador foi entrevistado na CBN nesta quarta-feira.
(João Paulo Medeiros)
Para o ex-governador, João Azevêdo entregou o Estado para os partidos de direita "sem dar um único tiro". Hoje, a Paraíba é gerida principalmente pelo Progressistas, partido de Lucas Ribeiro, e pelo Republicanos, partido de Adriano Galdino e Hugo Motta, que deve conseguir emplacar o vice na chapa governista.
O PT declarou apoio à pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo e de João Azevêdo ao Senado, posição que Ricardo só deve seguir depois da chancela do presidente Lula. Por enquanto, ele adota um tom mais crítico tanto à atual gestão quanto à gestão anterior.
"Ele (João Azevêdo) entregou o Estado nas mãos dos partidos de direita sem dar um tiro. Nem um tiro de festim. Ao contrário, satisfeito da vida, o que é extremamente grave. Você tem que honrar de onde você veio", disse Ricardo Coutinho.
A influência desses partidos nas nomeações feitas na gestão de Lucas Ribeiro também foi motivo de críticas de Ricardo Coutinho. Atualmente, pelo menos sete filhos de aliados estão presentes em pastas do Governo.
"Qual o futuro desse Estado? Nós vamos retornar uma política pública baseada nas famílias? Se você olhar o que está acontecendo, eu fico assustado. Filhos que não trabalharam em canto nenhum estão sendo secretários agora. Isso é muito grave", concluiu Ricardo.
Apesar das críticas de Ricardo, o seu partido também foi beneficiado dentro da nova gestão estadual. Neidinha Nunes, indicada por Cida Ramos, assumiu a secretaria de Desenvolvimento Humano, mesmo depois de Pedro Ivo ter sido anunciado por Lucas para ocupar a pasta.
Texto: Gabriel Abdon
Créditos: Jornal da Paraíba