A PF cumpriu mandados judiciais na manhã desta terça-feira (11/8). Rui Costa Pimenta é candidato à Presidência da República
Batizada de Operação Causa Própria, a ação policial teve origem em elementos obtidos a partir da fiscalização das prestações de contas partidárias.
A investigação destaca pagamentos realizados pelo PCO às empresas Digiartegraphics Gráfica Ltda. e JCO Gráfica e Editora. Segundo os autos, Rui Pimenta exerceria posição central na administração dos recursos públicos do partido e na definição das contratações submetidas à apuração.
A representação menciona repasses de cerca de R$ 900 mil à Digiartegraphics, de R$ 555.092 à JCO Gráfica e Editora, em 2022, e de mais de R$ 365.954 à Dauzaker Edições e Impressões, entre 2017 e 2020.
A investigação identificou indícios de uma possível estrutura voltada ao uso irregular de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os valores teriam sido destinados à contratação de pessoas físicas e jurídicas ligadas direta ou indiretamente à estrutura partidária, incluindo familiares de dirigentes, militantes, ex-candidatos e empresas cuja capacidade operacional seria, em tese, incompatível com as quantias recebidas.
Foi solicitado o afastamento cautelar de Rui Costa Pimenta das funções de gestão. A medida busca impedir que ele continue exercendo atividades de administração enquanto as investigações estiverem em andamento.
Quem é Rui Pimenta
Presidente do Partido da Causa Operária (PCO) desde 1995, Rui Costa Pimenta, 68 anos, foi candidato nas eleições municipais à Prefeitura de São Paulo em 2000 e candidato à Presidência da República nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014. Contudo, não foi eleito nenhuma das vezes. Agora, é novamente candidato a presidente da República nas eleições 2026.
A coluna procurou a assessoria de Pimenta, mas não obteve retorno até a mais recente atualização desta matéria. O espaço segue aberto.
Metrópoles
